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domingo, 6 de setembro de 2026 Luís Eduardo Magalhães, BA
Atualizado 24h
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Polícia

ATAQUES DIIGITAIS

PF FAZ OPERAÇÃO CONTRA SERVIÇOS CLANDESTINOS DE ATAQUES DIGITAIS Mandados são cumpridos em quatro cidades Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil VA Polícia Federal…

PF FAZ OPERAÇÃO CONTRA SERVIÇOS CLANDESTINOS DE ATAQUES DIGITAIS

Mandados são cumpridos em quatro cidades

Flávia Albuquerque – Repórter da Agência Brasil

© Divulgação/Polícia Federal

VA Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (3), uma operação para desarticular um grupo especializado em oferecer serviços ilegais de ataques de negação de serviços distribuídos (DDoS – Distributed Denial of Service) sob demanda, conhecidos como booters stressers.

Os DDoS são tentativas maliciosas de interromper o tráfego normal de um servidor, serviço ou rede, sobrecarregando-o com uma enxurrada de tráfego de internet de múltiplas fontes.

O objetivo é tornar o alvo inacessível para usuários legítimos, inundando-o com dados até que ele fique indisponível. Isso pode interromper operações, causar perdas financeiras, roubar negócios ou prejudicar a reputação de uma empresa.

Como parte da Operação Power OFFcom, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária, a serem cumpridos nas cidades de São Paulo, São Caetano do Sul, Rio de Janeiro e Tubarão, em Santa Catarina.

Plataformas ilegais

Os alvos são administradores das plataformas ilegais e usuários que contrataram os serviços para realizar ataques contra sistemas de alta relevância.

Segundo a PF, as investigações – apoiadas pelo FBI (Federal Bureau of Investigation) – mostraram que essas plataformas permitem que qualquer pessoa, mesmo sem conhecimento técnico, contrate ataques DDoS mediante pagamento. Os serviços são hospedados em servidores de nuvem distribuídos em diversos países e utilizados por agentes em escala mundial.

“Entre os ataques atribuídos aos usuários dessas plataformas estão ofensivas contra órgãos estratégicos brasileiros, como a Polícia Federal (2020), Serpro, Dataprev e o Centro Integrado de Telemática do Exército Brasileiro (2018)”, informou a Polícia Federal.